O tutor como agente facilitador no processo de ensino e aprendizagem: uma experiência na disciplina de Bioquímica Metabólica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.16923/reb.v17i2.866

Palavras-chave:

estudos dirigidos, jogo didático, tutoria

Resumo

A tutoria faz parte dos programas acadêmicos oferecidos pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com objetivo de auxiliar os discentes a partir da implementação de estratégias que facilitem o percurso dos estudantes pelas disciplinas com maiores índices de reprovação e evasão. Este trabalho teve como objetivo avaliar o papel do tutor como agente no processo de ensino e aprendizagem na disciplina de Bioquímica Metabólica, na UFPB. Para tanto, os tutores dessa disciplina aplicaram quatro estudos dirigidos e um jogo didático nas turmas dos períodos letivos 2016.2 (Grupo 1/n= 27) e 2017.1 (Grupo 2/n= 23). O desempenho dos discentes que usufruíram dos recursos didáticos foi satisfatório e significativamente maior do que o grupo que não participou. A partir da avaliação da tutoria pelos discentes por meio de um questionário online, respondeu-se unanimemente que a disciplina de Bioquímica Metabólica precisa ofertar tutores, declarando que os mesmos são facilitadores importantes no processo de ensino e aprendizagem.

Biografia do Autor

Lucas Coêlho Bernardo, Universidade Federal de Pernambuco

Licenciado em Ciências Biológicas, Universidade Federal da Paraíba. Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Biologia Aplicada à Saúde, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE, Brasil.

Nathália Regina Galvão Silva, Universidade Federal de Pernambuco

Licenciada em Ciências Biológicas, Universidade Federal da Paraíba. Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Biologia Aplicada à Saúde, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE, Brasil.

Augusto Cézar Vasconcelos Freitas Júnior, Universidade Federal da Paraíba

Graduado em Biomedicina, Mestre em Bioquímica e Fisiologia pelo Programa de Pós-graduação em Bioquímica e Fisiologia (PPGBQF) e Doutor em Ciências Biológicas pelo Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas (PPGCB), todos da Universidade Federal de Pernambuco. Professor Adjunto vinculado ao Departamento de Biologia Molecular (DBM), Universidade Federal da Paraíba (João Pessoa - PB), onde ministra disciplinas na área de Bioquímica.  Coordenador do Laboratório Didático de Bioquímica e do Laboratório de Biomoléculas de Organismos Aquáticos - BIOAQUA, ambos no DBM/UFPB. 

Cícero Francisco Bezerra Felipe, Universidade Federal da Paraíba

Graduado em Farmácia (1999), com habilitação em Análises Clínicas e Toxicológicas (2001) pela Universidade Federal do Ceará - UFC, possui Mestrado (2004) e Doutorado (2009) em Farmacologia, ambos pelo Programa de Pós-graduação em Farmacologia da UFC e Pós-doutorado em Farmacologia (2018) junto ao Programa de Pós-graduação em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos - PgPNSB da Universidade Federal da Paraíba - UFPB. Atualmente está vinculado à UFPB, onde atua como Professor Adjunto de Bioquímica no Departamento de Biologia Molecular - DBM/CCEN, como Membro Permanente do Programa de Pós-graduação em Neurociência Cognitiva e Comportamento - PPGNeC/CCHLA (mestrado e doutorado), como Coordenador do Laboratório de Farmacologia e Bioquímica Experimental - LAFABE/DBM e como líder do Grupo de Pesquisa em Farmacologia e Bioquímica Experimental - UFPB/CNPq

Davi Felipe Farias, Universidade Federal da Paraíba

Graduado em Ciências Biológicas, Mestre e Doutor em Bioquímica, todos pela Universidade Federal do Ceará (Fortaleza, Brasil). Realizou parte de seu doutorado no RIKILT - Institute of Food Safety, Wageningen University (Holanda), com enfâse em estudos toxicogenômicos de proteínas Cry de Bacillus thuringiensis em modelo celular de epitélio de intestino humano. Atualmente é Professor Adjunto do Departamento de Biologia Molecular da Universidade Federal da Paraíba, onde ministra disciplinas nas áreas de Bioquímica e Biossegurança e coordena o Laboratório Didático de Bioquímica. No mesmo departamento coordena o Laboratório de Avaliação de Risco de Novas Tecnologias (LabRisco) e a Unidade de Produção de Organismos Modelo Não Convencionais (UniPOM). Na pesquisa atua majoritariamente em três vertentes: a 1ª concentra-se na Avaliação de risco e toxicologia em saúde e ambiente aplicados a novas tecnologias, com ênfase na cadeia produtiva biotecnológica; já a 2ª dedica-se a Pesquisa, produção e popularização de organismos modelo não convencionais, com destaque para o peixe-zebra; e a 3ª abrange a Biotecnologia de recursos naturais, dedicando-se especialmente a bioprospecção dos recursos do semiárido nordestino direcionada ao desenvolvimento e a análise de segurança de uso de protótipos de bioprodutos. É membro permanente dos Programas de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular (João Pessoa-PB) e em Ecologia e Monitoramento Ambiental da UFPB (Rio Tinto-PB) e colaborador do Programa de Pós-Graduação em Bioquímica da Universidade Federal do Ceará (Fortaleza-CE).

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Publicado

13-12-2019

Como Citar

Bernardo, L. C., Silva, N. R. G., Freitas Júnior, A. C. V., Felipe, C. F. B., & Farias, D. F. (2019). O tutor como agente facilitador no processo de ensino e aprendizagem: uma experiência na disciplina de Bioquímica Metabólica. Revista De Ensino De Bioquímica, 17(2), 1–14. https://doi.org/10.16923/reb.v17i2.866

Edição

Seção

Pesquisa em ensino