Avaliando a eficácia de uma oficina orientada a “Síntese Proteica”

Virgínia Teodoro da Silva, João Paulo Cunha Menezes

Resumo


A tradução gênica é um processo que muitos estudantes do ensino médio têm dificuldade em entender e compreender, por tratar-se de um mecanismo dinâmico, complexo, de nível molecular e imperceptível aos sentidos, tornando-se abstrato e geralmente as representações em imagens estáticas dos livros didáticos e a sua abordagem são ineficientes para a compreensão. Desta forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial didático que representações externas podem desempenhar no ensino e aprendizagem de “Síntese Proteica” por meio de uma oficina pedagógica. Participaram da oficina quarenta estudantes de uma escola pública. Os dados foram organizados e interpretados de acordo com uma análise qualitativa de conteúdo, na qual foram avaliados os conceitos predominantes, os ganhos conceituais e o tipo de interação promovida pela oficina na compreensão do tema. Os resultados indicaram que a oficina contribuiu para a melhoria (ou construção) de um modelo metal de síntese de proteínas pelos estudantes, fornecendo uma representação simbólica do processo por meio de interações guiadas. Essas interações, podem promover uma melhor aprendizagem.


Palavras-chave


Recurso Didático; Biologia Celular; Ensino de Biologia

Texto completo:

PDF

Referências


Rundgren SNC, Yao BJ. Visualization in research and science teachers’ professional development. In Asia-Pacific Forum on Science Learning and Teaching (Vol. 15, No. 2, pp. 1-21). The Education University of Hong Kong, Department of Science and Environmental Studies. 2014; 15(2): 1-21.

Varghese, J, Minnie F, Molly J. Impact of e-resources on learning in biochemistry: first-year medical students’ perceptions. BMC Medical Education. 2012; 12(1): 1–9.

Broman K, Ekborg M, Johnels J. Chemistry in crisis? Perspectives on teaching and learning chemistry in Swedish upper secondary schools. Nordina. 2011; 7(1): 43–53.

Schonborn KJ, Anderson TR. A model of factors determining students' ability to interpret external representations in biochemistry. Int. J. Sci. Educ. 2009; 31(2): 193–232.

Mnguni L. A description of visual literacy among third year biochemistry students. J. Balt. Sci. Educ. 2018; 17(3): 486–495.

McDonnell L, Barker MK, Wieman C. Concepts first, jargon second improves student articulation of understanding, Biochem. Mol. Biol. Educ. 2016; 44(1): 12–19.

Lewis J, Wood-Robinson C. Genes, chromosomes, cell division and inheritance—do students see any relationship? Int. J. Sci. Educ; 2000; 22(2): 177–195.

Marbach-Ad G, Rotbain Y, Stavy R. Using computer animation and illustration activities to improve high school students’ achievement in molecular genetics, J. Res. Sci. Teach; 2008: 45(3), 273–292.

Schönborn KJ, Anderson TR. Bridging the educational research-teaching practice gap: foundations for assessing and developing biochemistry students’ visual literacy, Biochem. Mol. Biol. Educ; 2010; 38(5), 347–354.

Gabel DL. Use of the particle nature of matter in developing conceptual understanding, J. Chem. Educ; 1993:70(3),193–194.

Noh T, Scharmann LC. Instructional influence of a molecular-level pictorial presentation of matter on students' conceptions and problem-solving ability, J. Res. Sci. Teach; 1997:34(2),199–217.

Sanger MJ. Using particulate drawings to determine and improve students' conceptions of pure substances and mixtures, J. Chem. Educ; 2000:77(6),762–766.

Baldwin N, Orgill M. Relationship between teaching assistants’ perceptions of student learning challenges and their use of external representations when teaching acid–base titrations in introductory chemistry laboratory courses. Chemistry Education Research and Practice; 2019:20(4),821-836.

Large A. Computer animation in an instructional environment, Libr. Inf. Sci. Res; 1996:18,3–23.

Paivio A. Mental representations: a dual coding approach, New York: Oxford University Press; 1986.

Mayer RE. The promise of multimedia learning: using the same instructional design methods across different media, Learn. Instruct; 2003:13(2),125–139.

Harlen W, Elstgeest J. Sourcebook for science in the primary school: A Workshop approach to teacher education. Paris, France: UNESCO; 1992.

Bardin L. Content analysis. São Paulo: Edições, 2011.

Otero. Emociones, sentimientos y razonamientos en Didáctica de las Ciencias. Rev. Electrónica Investig. Educ. Cienc. 2006;1:24–53.

Vázquez A, Manassero MA. El declive de las actitudes hacia la ciencia de los estudiantes: Un indicador inquietante para la educación científica. REurEDC; 2008:5, 274–29.

Martínez G, Naranjo FL, Mateos M, Sánchez J. Recreational Experiences for Teaching Basic Scientific Concepts in Primary Education: The Case of Density and Pressure. Eurasia J. Math. Sci. Technol. Ed. 2018;14, 1–16.

Bellocchi A, Ritchie SM, Tobin K, King D, Sandhu M, Henderson S. Emotional climate and high-quality learning experiences in science teacher education. J. Res. Sci. Teach. 2014;51,1301–1325.

Wade-Jaimes K, Demir K, Qureshi A. Modeling strategies enhanced by metacognitive tools in high school physics to support student conceptual trajectories and understanding of electricity. Sci. Educ. 2018;102, 711–743.

Stieff M, Scopelitis S, Lira ME, Desutter D. Improving representational competence with concrete models, Sci. Educ., 2016;100(2):344–363.

Pagel UR, Campos LM, Batitucci MDCP. (2015). Metodologias e práticas docentes: uma reflexão acerca da contribuição das aulas práticas no processo de ensino-aprendizagem de biologia. Rev. Experiências em Ensino de Ciências; 2015,10.

Lima LPS, Lima JF, Amorim TV. (2018). Aulas práticas para o ensino de Biologia: contribuições e limitações no ensino médio. Revista de Ensino de Biologia da SBEnBio. 2018;11(1):36-54.

Interaminense BDKS. A Importância das aulas práticas no ensino da Biologia: Uma Metodologia Interativa/The Importance of practical lessons in the teaching of Biology: An Interactive Methodology. ID on line Revista de Psicologia, 2019;13(45):342-354.

Krasilchik M. Prática de Ensino de Biologia. 4a. ed. São Paulo, SP: Edusp, 2008.

Pinto CL, Tavares HM. O lúdico na aprendizagem: apreender e aprender. Revista da Católica, Uberlândia, 2010;2(3):226-235.

Rocha NC, Vasconcelos B, Maia JC, Gallão MI, Rodrigues DAM, Hissa DC. Jogo didático “síntese proteica” para favorecer a aprendizagem de Biologia Celular. Experiências em Ensino de Ciências. 2017;12(2):129-137.

Liebmann M. Exercícios de arte para grupos. Summus Editorial, 2000.

Sousa DLMD, Pinto AGA, Jorge MSB. Tecnologia das relações e o cuidado do outro nas abordagens terapêuticas grupais do centro de atenção psicossocial de Fortaleza-Ceará. Texto & Contexto-Enfermagem, 2010;19(1):147-154.

Cirineu CT, Fiorati RC, Assad FB. A utilização de técnicas de grupo em sala de aula: contribuições para o processo de ensino-aprendizagem na graduação em terapia ocupacional. Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo, 2016;27(3):349-354.




DOI: https://doi.org/10.16923/reb.v20i2.924

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Compartilhar igual 4.0 Internacional.

SBBq  BDC   e-revistas   DOI     

Licença Creative Commons The content of this journal is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International license.