Tecnologia na educação: A sala de aula invertida no processo de ensino-aprendizagem em bioquímica

Maria Gabriela Silva Carneiro Monteiro, Rosangela Vidal de Souza Araújo

Resumo


O uso da metodologia da Sala de Aula Invertida (SAI) no aprendizado de bioquímica foi investigado no curso de
Licenciatura em Ciências Biológicas de uma Instituição Pública Federal. Os sujeitos foram 20 estudantes da
disciplina de Bioquímica dos Sistemas com uma carga horária de 60h. A SAI é caracterizada como uma abordagem
pela qual o discente deve estudar previamente o conteúdo, servindo a aula presencial como ampliação e aplicação
prática dos conceitos estudados. Para a investigação, foi realizada uma pesquisa descritiva, observacional e de
campo com abordagem qualitativa. Para levantamento dos dados foram aplicadas três atividades ligadas ao
conteúdo de respiração celular, cujas produções foram submetidas à análise de conteúdo. Foi possível constatar
fortes evidências da potencialidade para o uso da SAI na formação de conceitos complexos em bioquímica,
favorecendo os diferentes estilos de aprendizagem dos estudantes. Os dados obtidos mostram que, apesar das
barreiras a superar no decorrer da experiência, a implementação de modelos de aprendizagem e atitudes
inovadoras contribui muito, sobretudo para que o aluno faça valer a pena o que aprendeu na disciplina, mostrando
que sabe tomar decisões adequadas, resolver problemas, trabalhar colaborativamente e fazer a diferença na sua
futura profissão.


Palavras-chave


Ensino de bioquímica; ensino híbrido; sala de aula invertida

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DOI: https://doi.org/10.16923/reb.v18i1.907

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