Cursos de Bacharelado em Bioquímica no Brasil

Paulo Afonso Granjeiro, Gustavo Gontigo Dias, Helon Guimarães Cordeiro, Bayardo Baptista Torres

Resumo


No Brasil há apenas três graduações em Bioquímica, mesmo depois do grande desenvolvimento dessa área do conhecimento ocorrido nas últimas décadas. A investigação sobre esse atraso histórico indica ser ele advindo de um conjunto de condições e não de políticas intencionais. Buscando entender o processo de implantação dos bacharelados em andamento, as dificuldades enfrentadas e os aperfeiçoamentos conquistados foram entrevistados os protagonistas da implantação e da gestão desses cursos. As dificuldades na implementação foram diferentes em cada uma das Universidades. As características dos cursos, suas ênfases e seus objetivos declarados também variam. Por outro lado, as três instituições ajustaram-se às suas condições estruturais e contam com um corpo docente entusiasmado e satisfeito com os resultados obtidos. Muitas dificuldades iniciais, como o desconhecimento da carreira, o registro em Conselhos de classe e a falta de formação específica dos docentes estão superadas ou atenuadas. As respostas dos alunos entrevistados foram tratadas por meio da estratégia de nuvens de palavras. Os resultados indicam que a principal motivação para a procura do curso foi “fazer ciência”. A apreciação que os estudantes fazem do curso é amplamente favorável, coincidindo com a opinião dos professores e dos egressos. O resultado geral obtido pela análise da implementação e do funcionamento dos cursos estimula fortemente a criação de novas graduações em Bioquímica.


Palavras-chave


Bioquímica; Bacharelado; Brasil

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DOI: https://doi.org/10.16923/reb.v18i1.904

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